Tubal Vilela da Silva

PATRONO DA CADEIRA 03
Tubal Vilela nasceu na cidade de Prata, no dia 19 de outubro de
1901. Seus pais foram Agripino Augusto da Silva e Eutildes
Vilela da Silva, que se mudaram para Uberabinha, em 1908, onde
Tubal fez seus estudos fundamentais.
O
historiador Jerônimo Arantes descreve o jovem Tubal da seguinte
forma: "Era um rapaz de bonita aparência, de fisionomia sempre
alegre e muita vivacidade no falar."
Iniciou sua carreira no comércio como empregado das casas de
Abrahão Metran
&
Comp. e Hermenegildo Pedro
&
Irmão. Enquanto caixeiro, fundou, com Vicente Paulo Afonso, o
jornal humorístico "O Lampeão". Tubal usava o pseudônimo
"Canário Belga" nas suas crônicas alegres.
Um aspecto pouco conhecido de sua personalidade é que ele era
músico. Tocava flauta e participava de um conjunto que animava
as festinhas das moças da escola de dona Julieta Rezende.
Seu primeiro negócio próprio foi o "Empório Central", que se
localizava na praça Antônio Carlos (Clarimundo Carneiro).
Casou-se, em primeiras núpcias, com Rosalina Bucironi, filha do
italiano sapateiro, João Bucironi e Olga Bucironi, com quem teve
os filhos Hugo e Fábio. Em segundas núpcias, casou-se com Nila
Siqueira, filha de Quintiliano José de Siqueira e Maria Braulina
de Siqueira. Desse segundo casamento, seus filhos foram Rômulo,
Tubal e Rosa Maria.
Sua primeira grande casa comercial foi instalada à avenida
Floriano Peixoto, tendo seu pai como sócio e o irmão Colombo,
como "interessado". Chamava-se "Tubal Vilela & Cia".
Em 1932, depois de desfazer a sociedade com o pai, instalou a
"Empresa de armazéns gerais", tida como a primeira do ramo no
Brasil Central. Esses armazéns ficavam na estação da Mogiana e
tinham sido construídos para abrigar a fábrica de tecidos do dr.
Armante Carneiro, que, infelizmente, não obteve os resultados
previstos. Instalou também o primeiro posto de gasolina da
cidade, o Posto Atlantic, exatamente onde hoje está o edifício
Tubal Vilela.
Foi eleito vereador em 1936. Em 1937, criou a Empresa
Imobiliária Uberlandense, que facilitou ao grande público,
principalmente aos trabalhadores de baixa renda, a construção de
suas residências próprias. Essa empresa vendeu mais de 16 mil
lotes, mais fazendas e chácaras e construiu em torno de mil
casas. Tubal vendia a prazo, mantendo sempre o preço original
das prestações. Não cobrava juros nem por atraso de muitos
meses. Nesses casos, ele redimensionava a dívida, com nova
divisão em prestações, sem juros.
Em 1939, assumiu o controle acionário da fábrica de fósforos
Zebu. Em 1952, fundou a Imobiliária Tubal Vilela S/A, que
construiu o edifício Tubal Vilela. Em 1959, criou nova empresa,
a Tubal S/A — Hotéis, Comércio e Indústria, responsável pela
construção do Hotel Presidente. Na época, dizia-se que "Deus
fez a metade de Uberlândia e Tubal fez a outra metade".
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Crônica escrita por Antônio Pereira da Silva
Extraída
do site do "Correio de Uberlândia"